Tendências de comportamento do consumidor no ramo imobiliário

Com a popularização dos mecanismos de buscas e sites que concentram ofertas de imóveis e imobiliárias, a pessoa que busca por informações no ramo imobiliário está aprendendo a se comportar cada vez mais de forma crítica e seletiva. A internet permite ao usuário fazer sua busca no conforto e comodidade de seu lar, podendo fazer um levantamento completo do imóvel, da região, visualizar fotos e vídeos, pesquisar dados relevantes sobre o bairro e solicitar o agendamento de uma visita, que muitas vezes pode ser feita online diretamente com o corretor.

Mas não só os comportamentos de busca de informações que mudaram.

A nova realidade é que as marcas não controlam o relacionamento. Os consumidores o fazem. O comportamento de quem compra vem mudando rapidamente e isso exige uma visão completamente nova por parte das empresas e profissionais que atuam no setor de imóveis, para se manterem únicos e especiais. É, agora, necessário agir com mais fluência, abertamente e tomando todos os passos com o consumidor através da escuta ativa e de uma postura que não acredita em nada garantido.

Um estudo realizado pela consultoria Deloitte, que revelou as perspectivas e tendências dos compradores de imóveis das novas gerações.

Os resultados foram apresentados durante fórum sobre inovação empresarial organizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Para a pesquisa, a Deloitte entrevistou 1.313 brasileiros nascidos a partir da década de 40.

“Em troca da redução de até 5% do preço de um imóvel, a maioria dos compradores das novas gerações toparia fazer sua compra sem uma assessoria imobiliária. Até porque alguns processos da compra já são feitos sozinhos, com ajuda da internet”, comentou o economista e gerente da área de pesquisa da Deloitte, Giovanni Cordeiro.

Diante dessa perspectiva pensar em inovação no mercado imobiliário é uma necessidade urgente. Como agregar no serviço prestado ao consumidor para auxiliá-lo e continuar se tornando uma peça chave no processo?

Em relação às prioridades na escolha do imóvel apontadas pelos participantes da pesquisa, o quesito segurança foi o primeiro em uma lista com 24 itens. A proximidade com local de trabalho, centros comerciais e hospitais vieram na sequência das prioridades.

A sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente também foram citados pelas novas gerações como importantes na tomada da decisão, embora não haja disposição em se pagar a mais por isso. “Isso cria um dilema para as construtoras, que não podem se descuidar da sustentabilidade, mas também precisar acertar nos preços”, ponderou Cordeiro.

O responsável pela pesquisa também destacou que a tendência de compartilhamento de espaços nos novos edifícios residenciais, como área de home office, por exemplo, não representam uma preferência, necessariamente, das novas gerações. “Isso ocorre devido a uma limitação de renda e não pela preferência. O consumidor gostaria de ter uma área própria para trabalhar em casa, mas aceita compartilhar porque não tem dinheiro para comprar um imóvel maior”, observou.

Uma demanda real das novas gerações está nos imóveis flexíveis, que permitam um redesenho da planta para cada etapa da vida – por exemplo: saída dos filhos da casa e diminuição dos quartos.

A palavra que deve guiar o setor imobiliário é precisão: diferente do passado, mesmo o público mais abastado, não quer um imóvel com excesso de opções. Agora este consumidor busca algo que seja, microscopicamente, feito para a necessidade dele. Nada de dez piscinas e sete quartos. Luxo está nos detalhes, praticidade e nas experiências.

O consumidor do mercado imobiliário procurará por permanência, mas também expectativas por futuras utilidades que chegam como forma de criatividade, inovação, confiança e experiências autênticas.

 

Fonte:

Gabriel Rossi — Especialista em marketing, professor da ESPM, palestrante e diretor da Gabriel Rossi Consultoria. Palestrante profissional em marketing, estrategista especializado na construção e no gerenciamento de marcas e reputação.

 

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